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Capítulo 5
Capítulo 5
Oi pessoas! XD
Boys
Já era segunda feira, e fazia uma linda manhã. Uruha ia feliz para a escola, apesar de não ver seu amor desde sábado. Sim. O garoto já admitia para si mesmo que estava apaixonado por Aoi, desde o primeiro dia que pôs os olhos no rapaz mais velho. E depois do que aconteceu sábado passado após o jogo, só serviu para Uruha se apaixonar ainda mais. Apesar de não ter sido possível se encontrar com Aoi no domingo (dia de balanço na mercearia), o moreno fez questão de ligar para Uruha mais de uma vez, para ser mais exato cinco vezes, e Uruha não se importaria se o rapaz o ligasse mais, para lhe dizer que estava com saudades e que queira vê-lo. Uruha olha para os lados à procura de Ruki. O amigo sempre ia junto com ele para escola. Quando o garoto estava pensando em ligar para Ruki, afim de saber se estava tudo bem, ele ouve alguém lhe chamando, era Ruki. - Ei, já achei que tinha acontecido alguma coisa pra você não ter passado lá em casa – comenta Uruha, observando o amigo recuperar o fôlego. - Eu dormi demais só isso – explica Ruki. – passou o domingo fazendo balanço com o seu pai? - Infelizmente. – responde desanimado o outro. - Ih, por que esse “infelizmente”? - Eu queria ter saído com o Aoi. – Uruha fala isso olhando para a Ruki com a cara do tipo “não vai perguntar o que aconteceu?” - Então, você e Aoi...? -Sim, nós ficamos! – Responde Uruha sem deixar Ruki terminar de completar a pergunta. - Hn – resmunga Ruki, rodando os olhos com a alegria contida do colega. - E você Ruki-chan? Como foi com o Reita? – Pergunta com naturalidade Uruha. - Como você sabe... Quer dizer quem te falou que o Reita foi atrás de mim? - O Aoi viu o Reita indo atrás de você. – Explica o rapaz mais alto. – E aí rolou? - Takashima, não me faça perguntas idiotas. – Tenta cortar Ruki. - Ah qual é Ruki, sou ou não sou seu melhor amigo?! – Pergunta Uruha fingindo-se magoado. Ruki faz uma careta, mas não responde nada. Não era preciso, é óbvio que Uruha era seu melhor amigo, porém, não sabia expressar a este o que estava sentindo. Depois do beijo que trocou com Reita, o garoto simplesmente não conseguia parar de pensar no rapaz mais velho. O que o assustou mais ainda, foi o fato de ter acordado no meio da noite com uma incômoda ereção, causada pelos sonhos nada puros que tivera com Reita. - Acho que você precisa rever seus conceitos Ru-chan – Aconselhou Uruha, já desconfiando do que havia acontecido entre ele e Reita. – Eu sei que você deve estar confuso, mas depois que você admite para si mesmo, vai se sentir melhor. - E- eu não sei – começou Ruki – Tá eu e Reita nos beijamos – Admite Ruki vermelho, evitando olhar no olhos do colega - Mas é tudo tão estranho, tão diferente. - Ah é normal se sentir assim, e você não vai deixar de ser homem só porque gosta de outro – E ao dizer isso Uruha lhe da uma piscadela. - Quem disse que eu tô gostando do Reita?! – Pergunta Ruki corado. - Ruki, fala sério... – diz Uruha lançando ao amigo um olhar incrédulo – Você pelo menos se sente atraído pelo cara, pra ter ficado com ele. - Mas eu não fiquei porque quis! E então Ruki explica toda a história da aposta feita por Reita, fazendo Uruha rir diante da situação que seu amigo passara. - Da pra parar de rir?! – Pede Ruki, adentrando os portões da escola e Uruha vindo em seu encalço.
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O sinal do colégio anunciando o término da aula soa e um emaranhado de alunos se apertam pelos portões para irem embora. Uruha e Ruki, no entanto não tinham pressa nenhuma, e estavam saindo tranqüilos pela saída do colégio, quando Uruha vê Aoi encostado em seu carro o esperando. O garoto fazendo um grande esforço para não pular no pescoço do outro homem, lhe faz apenas uma reverência e fala: - Bom dia Aoi-san. Aoi ri diante da timidez do garoto, o mais velho apenas aperta sua mão lhe fazendo uma caricia discreta, surpreendendo Uruha. - Bom dia! – Aoi se dirige para Ruki e lhe fala – Ah, bom dia Ruki-san, Reita-san já está vindo. – avisou o rapaz com um sorriso sacana no rosto. - Eu não perguntei por ele – resmunga o garoto cruzando os braços. - Bom, na verdade vim aqui convidar vocês para almoçar conosco. Aceitam? – Pergunta Aoi, ignorando a resposta de Ruki. - Eu até aceito, mas até 13:30h eu tenho que estar em casa, para ajudar meu pai. – Avisa Uruha. - Até 13:30h você estará entregue – promete Aoi – E você Ru-chan? Vem com a gente né? - Bem eu... - Ele vai sim, não é mesmo pequeno? – Pergunta Reita chegando por trásde Ruki e assustando o garoto. - V-você não manda em mim... – tenta falar Ruki sem gaguejar, mas sem sucesso, Reita o pegara desprevenido e a proximidade do corpo do mais velho do seu o estava deixando zonzo. - Bem, em que restaurante nós vamos? – perguntou Reita ignorando a resposta dada por Ruki. - Que tal um que tem aqui perto, eles tem uma macarronada ótima – sugere Aoi. - Todos de acordo? – pergunta Reita olhando para os dois garotos. Uruha concorda de pronto e Ruki com uma careta acaba aceitando também, ganhando um sorriso de Reita. Chegando no restaurante, Aoi fez questão de escolher uma mesa afastada do movimento que havia. Afastou uma cadeira para que Uruha sentasse e logo em seguida se acomodando ao lado do mais novo. Ruki, vendo Reita sentar-se e deixar a única cadeira vazia ao seu lado senta-se um tanto emburrado. Cada um faz o seu pedido e ficam conversando. Aoi conversava sempre muito próximo de Uruha, fazendo questão de tocá-lo sempre que rinha a oportunidade, e quanto à Ruki ele tinha que admitir que Reita podia ser legal quando queria... Durante o almoço os garotos descobriram que Aoi e Reita faziam o mesmo curso na universidade (engenharia da computação) e que haviam se transferido por causa de uma ótima oportunidade de estágio em uma empresa de internet banda larga, que havia na cidade. -Mas vocês sempre moraram juntos? – Pergunta Ruki enquanto enrolava seu espaguete no garfo. - Ah, eu e o Aoi somos praticamente irmãos sabe! – afirma Reita com um sorriso. - È verdade, nossas famílias são grandes amigas, e pelo fato de eu e o Reita sermos filhos únicos, nós adotamos um ao outro. – explica Aoi. - Acho que não é muito diferente da sua amizade com Uruha-san – fala Reita, passando uma mão displicente pela coxa de Ruki, que sente o rosto esquentar com o toque do rapaz. - E-eu vou ao banheiro, com licença - Ruki se levanta muito corado e vai em direção aos banheiros. Reita vendo o garoto se afastar, olha para os outros dois rapazes e com um sorriso diz: - Eu vou atrás do Ruki. – E se afastou rapidamente. Ruki ao entrar no banheiro bateu a porta violentamente e foi em direção a pia molhando o rosto. “Merda Ruki, admita que ta gostando do Reita” pensou enquanto se fitava no espelho. Viu Reita entrar no banheiro e se pondo ao seu lado perguntou: - Tá tudo bem pequeno? - A-acho que sim. Reita se aproxima de Ruki acariciando o rosto do rapaz mais novo. Ruki apenas fecha os olhos diante da caricia e suspira ao sentir Reita colar os corpos o prensando contra a parede. - Não consigo parar de pensar em você Ruki. – sussurra no ouvido do menor. Ao dizer estas palavras, Reita lhe dá um beijo calmo, porém profundo, fazendo Ruki o abraçar pelo pescoço e retribuir o beijo. Ao se separarem do beijo, Ruki fita o mais velho ofegante e tomando coragem responde: - Eu não sei o que você fez comigo Reita-san, mas e-eu também, n-nã c-consigo te t-tirar da minha c-cabeça. – fala um gaguejante Ruki. - Isso é bom – fala Reita muito feliz com a confissão do pequeno, lhe dando outro beijo quente, acariciando a cintura de Ruki. Só o que Ruki faz é gemer, abraçando mais forte Reita. Ansiando por mais contato, Reita levanta Ruki e o senta numa das pias do banheiro, fazendo o pequeno dar um gritinho de susto. Reita se aninha entre as pernas do garoto e cola os baixos ventres, sentindo a excitação de Ruki contra sua e se esfregando nela, fazendo o garoto dar um gemido baixo escondendo o rosto na curva de seu pescoço. - Alguém pode entrar... – comenta Ruki com a voz rouca. - Só mais um pouco – pede Reita enquanto beija Ruki mais uma vez. Enquanto isso na mesa do restaurante Aoi e Uruha se divertiam, conversando animadamente, se sentiam com se conhecessem há muito tempo, mas Uruha faz uma cara de espanto ao olhar o relógio e logo em seguida na direção do banheiro. - Você não acha que eles estão demorando demais? – pergunta inocente Uruha. - Ah, eles devem estar se divertindo. – fala com um sorriso insinuante Aoi. Uruha entendendo finalmente o que Aoi insinuara, cora um pouco. - Uruha – chama Aoi – você acha que esta noite pode sair? – érgunta Aoi achando adorável a inocência do garoto. - Acho que sim... sair pra onde? – Pergunta Uruha, feliz com a proposta do rapaz. - Tava pensando num cinema... - Ah, claro – Diz Uruha recebendo um sorriso de Aoi. Logo em seguida, finalente aparecem Reita e Ruki. Ruki com os lábios inchados e muito corado se senta à mesa, sem coragem de olhar na cara de ninguém, quanto à Reita, este estava com o sorriso mais bobo do mundo e ao sentar ao lado de Ruki novamente, diz: - Bem, vamos pedir a conta? – Sugere o rapaz com a maior cara de pau do mundo.
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Ao chegarem na frente da casa de Uruha, Reita e Ruki saem de dentro do carro primeiro, afim de deixarem os outros dois rapazes se despedirem apropriadamente. - Então te pego às 8? – Pergunta Aoi se esticando do banco do motorista ficando mais perto de Uruha. - Sim. – Responde o garoto, não resistindo mais e ele mesmo roubando um beijo de Aoi, o surpreendendo com esse gesto. Aoi passa uma de suas mãos pelas grossas coxas de Uruha, fazendo o garoto suspirar com o carinho, aprofundando mais o beijo. - Queria ficar mais um pouco com você – lamenta Aoi, acariciando o rosto do garoto. - Eu também, mas eu tenho que ir, já são quase uma e meia... – Responde Uruha – mas mais tarde a gente se vê, não é?! - Certo – concorda o mais velho lhe dando mais um beijo e deixando Uruha sair do carro. Reita se despede de Ruki também e entra no carro sentando ao lado de Aoi. Partem dando um último aceno aos garotos. - O que você e o Reita andaram fazendo naquele banheiro? – Pergunta imediatamente Uruha ainda olhando para o carro de Aoi sumindo de vista. - Takashima, me poupe. – Corta Ruki – e vamos entrando na sua casa que hoje eu te faço companhia na mercearia. - Ruki – insiste Uruha – vocês não fizeram aquilo né? - È claro que não! – responde rápido Ruki – Nós apenas, hum... apenas nos beijamos. – conclui um tanto corado. - Ah, então resolveu investir no Reita? – Pergunta feliz o amigo, enquanto entram na mercearia e guardam suas coisas num canto qualquer. - D-decidi que v-vou deixar as coisas acontecerem – Diz Ruki envergonhado. Uruha dá um sorriso encorajador para o amigo concordando, ia perguntar algo quando o pai de Uruha aparece, saindo dos fundos da mercearia. - Ah, você está ai – Fala o Sr Takashima – Boa tarde Ruki, e filho segure pra mim essas caixas. - Claro pai – fala o garoto, fazendo o que era pedido – Hum, o pai? Vou sair essa noite com uns amigos, posso? – Perguntou o garoto, olhando para o pai que estava agachado arrumando uns produtos na prateleira de baixo. - Com quem você vai? – pergunta o homem se levantando e pegando as caixas dos braços de Uruha. Uruha franziu o cenho estranhando a pergunta feita pelo pai. Geralmente ele apenas dizia sim e o horário que ele deveria voltar. - Vou com meus amigos. - Que amigos? – interrogou novamente. Uruha olhou para Ruki, lhe pedindo ajuda e o garoto de pronto atende ao pedido: - Eu também vou Takashima-san, eu e outros amigos nossos. - No sábado vi você descendo do carro daquele rapaz Uruha – começa o pai do garoto, ignorando a resposta de Ruki – Ele vai junto com vocês? Uruha olha para Ruki novamente, mas este abaixa a cabeça sem saber o fazer. Seu pai estava desconfiado de algo, não sabia exatamente do quê, pois nunca dera motivos para isso. - S-sim – Responde apreensivo Uruha. - Tudo bem, pode ir, mas não quero você chegando muito tarde em casa. -Obrigado. – Agradece o garoto, soltando a respiração. Após algum tempo, o Sr. Takashima, pede que Uruha tome conta da loja, alegando que precisava sair. Deixando assim os dois garotos mais à vontade para conversarem. - Você acha que seu pai desconfia de algo? – Pergunta Ruki. - Eu não sei... – fala ansioso Uruha. Uma coisa que Uruha não gostava nem de imaginar é o que seu pai faria se descobrisse, que seu único filho é gay. Sua mãe sendo mais liberal sabia que não se importaria muito com isso, na verdade achava que ela já desconfiava de sua opção, mas seu pai se tratava de outra história. - ah, vai ver é só impressão nossa! – fala Uruha – Mas Ruki, você vai ao cinema com a gente mesmo? - O Reita me convidou também... e-eu esqueci de te avisar – Fala o garoto um tanto envergonhado. - Legal, a gente vai se divertir!
Continua...
E aí?! Gostaram?! Espero que sim....
E como eu sempre digo, reviews!!! Não custa e nem dói... u.ú Até o próximo capítulo! o/ Hey! Que tal deixar um comentário na história? Não dói e faz bem ao coração do autor :) Para isto, cadastre-se ou entre em sua conta! |
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