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Capítulo 1
"A Eri corre perigo!"
Todos os personagens utilizados pertencem ao Kobayashi Jin Sensei e inclusive o Mad Max e Shawn também são dele e não meu! Pra quem quiser conhecê-los melhor, recomendo que leiam o volume 14.
[Atenção! Contém spoilers abaixo!] Depois da Eri ter flagrado o Harima e a Yakumo conversando a sós no final do evento da caminhada, acabava criando um outro mal-entendido na sua cabeça, pensando que os sentimentos dele pela Tenma não eram nada sérios e ela recuava decepcionada. Aproveitando a ida da Tenma pros Estados Unidos pra ajudar na cura da doença do Karasuma, a Ojou aceitava em voltar pra Inglaterra e casar-se com o Shawn, por causa da doença de sua mãe. Mas a pedido do seu colega de velhos tempos, Mad Max, Harima ficava ciente dessa decisão e conseguia impedí-la tornando-se "noivo falso" dela, conseqüentemente recusando o noivado com o milionário inglês e desistindo de voltar a sua terra natal. A cronologia deste fic é depois do capítulo 280 do mangá. Legendas: "" = Pensamento dos personagens Um capítulo introdutivo contendo alguns spoilers do cap. 280 do mangá e dos últimos dois OVAs do San Gakki.
“Sawachika Eri. Pela enésima vez, dancei os meus dedos sobre os cabelos dourados, os olhos cor-de-mel e parei na boca da foto em que segurava. Perfeito. Vale inúmeras vezes mais que uma rara e importada porcelana. Em breve, ela vai fazer parte da minha coleção de garotas. A última pra completar. Esperei... Mas valeu a pena.”
Num dos andares do prédio que lhe pertenciam, Shawn perdia a conta de quantas vezes apreciava a imagem daquele pedaço de papel acompanhando o ritmo de uma música agitada vinda do salão de baile fora do seu quarto luxuoso. Ao seu redor, duas colegiais inglesas paparicavam cada uma em lados opostos. Mas o barulho da porta e a voz de um dos seus capachos cortava suas fantasias com a sua futura esposa.
– Boss!!! – ofegou por ar e continuou depois de uma pequena pausa. – O Mad Max falhou outra vez!!!
– Quer dizer então que... – a expressão de curtição dava lugar a um olhar sério e perguntou. – A mestiça não voltou pra cá com ele?
– Não, infelizmente. – respondeu o capacho em voz baixa.
– Traga ele pra cá. – mandou Shawn.
Sem responder nada, o colegial se retirava pra tentar manter a calma, ele ajeitava os seus fios longos jogando-os pra trás e não perdia a pose e o sorriso irônico.
“Sawachika Eri. Imaginei mesmo que não fosse tão fácil de tê-lo em minhas mãos, mademoiselle. Mas não pense a senhorita que vou desistir assim facilmente. Sempre consegui o que eu quero e nunca me importei em usar meios ilícitos pra isso.”
Antes que pudesse terminar o raciocínio, Max entrava discretamente pedindo licença e educadamente, ele mandava-o se acomodar e ao mesmo tempo, sem perder a gentileza, pedia pras garotas se retirassem deixando-os a sós. Aguardando as duas sairem de cena, Shawn foi direto e objetivo:
– Ela recusou o noivado, isso é verdade? – questionou brincando com um dardo solto na sua mesa de madeira maciça.
– Positivo boss. – afirmou de cabeça baixa, do seu rosto, escorria um suor gelado.
– Motivo? – continuou em tom manso sem parar de mexer os dedos.
– Harima Kenji. – apenas respondeu sem contrariá-lo, pois o conhecia muito bem do que seria capaz.
“Harima Kenji. Aquele japonês que ganhou do Max naquela viagem pro Kyoto? Mas por causa de um homem tão sem caráter e deselegante? Parece até aquele conto de A Bela e a Fera! O mais interessante de tudo é que a cada descoberta sua te quero ainda mais, quero me apossar de você, senhorita.“
Enquanto pensava, abria a primeira gaveta, pegava um pino e vasculhando mais a fundo, uma foto onde havia tirado uma foto de lembrança com a turma toda da classe 2-C na viagem pra Kyoto antes de voltar pra terra natal. Em seguida, se levantava e colava na parede fincando o pino no canto superior.
– É esse homem de óculos solar? – perguntou observando a imagem.
– Positivo boss. – mesmo se sentindo arrependido por ter traído a confiança do colega japonês, foi obrigado a concordar.
– Mande cinco dos meus guarda-costas pro Japão pra buscarem ela. – ordenou ele tocando sorridente a loira mestiça. – Pode ir.
– Positivo boss. – uma gota de aflição caia sobre o chão criando uma mancha redondo e Max se retirava.
– Ah... – passos antes de sair fora do quarto, ele parava. – Você não precisa ir.
– Po-positivo. – roeu os dentes e enfurecido, sem querer acabou batendo a porta numa força brutal.
Sozinho no quarto, ele se afastava um pouco da parede e arremessava o dardo em cima da cabeça do colega japonês deixando escapar uma risada vitorioso. Nesse intervalo, Max saia às pressas daquele salão cheio de colegiais inglesas se divertindo junto dos estudantes da escola onde Shawn estudava. Do lado de fora anoitecido, sem pensar duas vezes, ele abria a tampa do celular e procurava o nome dele na lista.
– Kuso! – tentou uma segunda vez, mas ouviu a mesma mensagem automática da operadora. Essa bosta tá sem crédito!
Max tampava o celular e corria atrás do primeiro orelhão que encontrasse pela frente. Enquanto procurava, pensava como avisá-lo, pois, lembrava-se que o seu cartão estava com pouquíssimos minutos pra gastar e precisava falar em poucas palavras. Localizava uma logo, inseria o cartão e discava o número.
– Que que esse cara quer a essa hora da noite!? – lamentou Harima antes de atender. – Alô!!! – atendeu irritado. – Hã? O quê? – a voz ficou mudo e caiu a ligação.
– Harima-san... – preocupada, perguntou a sua assistente de mangá sem parar o lápis no papel. – Aconteceu alguma coisa?
– Foi nada não! – aparentou não se importar muito e mudou de assunto. – Ah não não imouto-san! – apontou pro quadro e continuou. – Essa parte não precisa contornar!
– Gomennasai. – desculpou ela.
A calmaria se espalhava na sala. E agora quem cortava era ele por ter ficado intrigado com o que seu colega inglês disse poucos minutos atrás e bagunçava o cabelo, desconcentrando a Yakumo. Harima se espreguiçava jogando o lápis na mesa, fazendo rolar até a direção da assistente.
– Por hoje chega imouto-san! – respirou fundo. – Aquela ligação acabou me tirando toda a concentração...
– Quer comer alguma coisa? – ofereceu preparar um aperitivo por ter passado da hora do jantar.
– Não precisa... – ficou de pé e massageando os próprios ombros, disse. – Eu vou dormir.
– Deixo arrumar a cama então! – se retirou apressadamente pro quarto de hóspedes.
“Tsukamoto Yakumo. Como ela é atenciosa e cuidadosa. Deve ser inteligente também. Por que será que tem tanta paciência com um cara como eu? Em comparação aquela loira bruxa, metida, mandona, biscate, até tem seus motivos, mas... Tsc! Mesmo assim não me convenceu ainda não! Pra piorar, acabei virando noivo dela mesmo sendo só pra fingir! Tinha mais essa... Ninguém merece!”
Harima caminhava por aquele corredor que lhe trazia muitas lembranças do seu único amor verdadeiro, Tsukamoto Tenma. Toda vez batia um arrependimento. Arrependimento de tê-la deixado ir pro Estados Unidos pra ajudar na cura da doença do seu eterno rival, Karasuma Ooji. Pontadas atrás da outra enchia o seu peito. Sentia-se machucado. Provavelmente por esses motivos, pra esquecê-la definitivamente, precisava sair daquela casa o mais rápido possível. Aquelas recordações machucavam demais por dentro.
No quarto de hóspedes bastante espaçosa, a sua assistente já havia arrumado o colchão dele como em todas as noites. Toda vez que a via ajeitando, retribuia com palavras de agradecimento e ela não respondia nada em troca, mostrando-se sem graça. Era uma rotina entre os dois. Ambos se respeitavam. Jamais ele a ofendia, também não teria motivos pra isso. Apesar de não demonstrar, uma agitação tomava conta da Yakumo desde quando Harima passava a morar debaixo do mesmo teto. O que ela não imaginava que durante todos esses dias juntos, ele não suportava enxergar a imagem da sua eterna amada sobre a irmã mais nova em alguns momentos, pois negando ou não, elas eram um pouco parecidas.
A última palavra quem dava era ela.
– Oyasuminasai, Harima-san. – soltando um sorriso bem discreto, ela se retirou do lugar.
– O-oh! – por mais que o espaço esteja tomado pelo silêncio da noite, algo o incomodava.
"A Eri corre perigo!"
Essa frase do Max não saia de sua cabeça e por mais que tente esquecer, a sua intuição falava mais alto e um ressentimento deixava-o ansioso. No exato instante que um sopro gelado entrava pela única janela aberta, Harima finalmente parava de arregalar os olhos e a sua vista escurecia aguardando o próximo amanhecer.
Naquela noite, um avião dançava no mesmo ritmo desse vento frio entre a cor cinza das nuvens. E nas poucas luzes acesas dos bancos, cinco homens loiros estavam em abordo e no meio de uma conversa em voz baixa, todos sorriam discretamente escondendo seus rostos entre a franja.
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Waaaaaaaahhh *___* Consegui publicar a minha primeira fic do meu triângulo amoroso favorito ErixHarimaxYakumo (Kid's Meal Faction) e o primeiro do Nyah! *-* *emocionada* Espero que gostem como adorei escrever! ;) Bjsssss Hey! Que tal deixar um comentário na história? Não dói e faz bem ao coração do autor :) Para isto, cadastre-se ou entre em sua conta! |
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